Como tratavam as varizes antigamente?

A única opção para os tratamentos de antigamente contra as varizes eram com cirurgias. As cirurgias de varizes, eram classificadas em dois grupos: Microvarizes ou Cirurgia de Varizes. Elas incluíam a retirada de poucas veias ou safenas, eram realizadas em consultórios ou centros cirúrgicos sob anestesia, (local, geral, peridural ou raquianestesia). Procedimentos dos tratamentos de antigamente Nas cirurgias de Microvarizes, eram realizadas retiradas de poucas veias, assim os procedimentos eram realizados em consultório sob anestesia local. Nas Cirurgias de Varizes, eram as retiradas de safenas, realizadas em centro cirúrgico sob anestesia (geral, peridural ou raquianestesia). Durante essas cirurgias, geralmente era realizado um corte na virilha, no membro onde seria a retirada da safena ou ao longo da perna, onde os cortes eram muito mais reduzidos. Em alguns casos, não era necessário ter esses cortes, apenas uma pequena incisão, com menos de 1 a 3 mm de comprimento, por onde passa um instrumento semelhante a uma agulha de crochet. No caso das Microvarizes, especificamente, eram necessárias várias incisões para retirar as veias, na dependência da extensão das varizes. Com bisturis de lâminas muito finas, ou mesmo agulhas de injeção para incisar a pele e uma agulha assemelhada à de crochê para puxar as varizes e tracioná-las com pinças. As varizes retiradas nessas cirurgias não provocavam danos à circulação. As outras veias normais e o sistema venoso profundo normal se encarregavam de garantir o fluxo de retorno. Pós – Cirúrgico As recomendações sobre o repouso variavam de paciente para paciente. Mas normalmente eram: Microvarizes: Recomendava-se repouso com pernas elevadas em torno de 6 a 8 horas. Podia retornar a atividades normais com uso de meia elástica após o termino do período. Alguns dias após o procedimento surgiam poucos hematomas no trajeto da retirada das varizes que desapareciam em poucas semanas. Cirurgia de Varizes: Repouso absoluto no leito nas primeiras 8 a 12 horas, de preferência com as pernas elevadas. Dependendo da quantidade de varizes que foram retiradas o repouso podia prolongar por 24 horas. Após a alta, os primeiros 3 dias eram com as pernas elevadas, porém levantando-se por 15 a 20 minutos a cada 2 horas. Depois do terceiro dia, devia andar pela casa e repousar com as pernas elevadas 20 minutos a cada 2 horas. Caso não ocorra dor ou desconforto nas pernas, se houvesse dores, devia manter o repouso mais intenso. Por fim, após a primeira semana o recomendado era andar normalmente. Com uso de meias elásticas conforme a orientação do cirurgião vascular. Em caso de dor ou desconforto nas pernas, devia repousar por 20 a 30 minutos. Como são os tratamentos de hoje? Hoje as pessoas estão em busca de tratamentos menos invasivos com resultados rápidos e precisos. Assim a maioria das intervenções são feitas sem cirurgia, o que permite uma recuperação mais rápida sem necessidade de repouso ou afastamento do trabalho. Conheça alguns dos novos procedimentos: Laser endovenoso, laser para face, escleroterapia, aplicações com espuma e microcirurgia. Se está pensando em passar por algum procedimento, consulte com um profissional que tenha o conhecimento das diversas técnicas existentes para o tratamento das varizes, para que possa indicar a técnica mais adequada para sua situação.
Como as doenças vasculares podem estar diretamente ligadas ao cigarro?

t. Parar de fumar evita mais de 50 tipos de doenças, além de um envelhecimento precoce e dificuldade de circulação sanguínea, que causam as doenças vasculares. Outro dado relevante é que o consumo de derivados do tabaco, como o cigarro, o charuto e o narguilé não prejudica só o usuário. As pessoas que estão em volta, os chamados: fumantes passivos, que não fumam mas convivem com quem fuma, podem desenvolver todas as doenças que o fumante venha ter. O INCA, Instituto Nacional de Câncer, mostra que o tabagismo é responsável por 200 mil mortes por ano no Brasil. O que equivale a 23 pessoas por hora. O estudo ainda mostra que 25% das mortes são causadas por doenças vasculares, como a trombose por exemplo. Doenças vasculares As doenças vasculares são patologias relacionadas as veias. As varizes são uma delas, são veias dilatas que podem ser pequenas, médias ou grandes. Existem vários fatores de risco para o desenvolvimento e a piora das varizes. Os mais comuns são: tendência familiar, obesidade, sedentarismo, pílulas anticoncepcionais e tabagismo. Para descobrir como estão as varizes, o exame mais utilizado é o Ultrassom com Doppler do sistema venoso dos membros inferiores. É indolor, não se utiliza contraste ou radiação, o resultado sai horas depois e é suficiente para o planejamento cirúrgico. Caso se adeque a qualquer um dos fatores de risco, a dica é fazer um visita ao angiologista anualmente para verificar e evitar problemas maiores. O cigarro faz mal pra quem tem varizes Esse hábito afeta a espessura dos vasos sanguíneos, diminui a concentração de oxigênio no sangue e eleva a pressão arterial. Por isso pode causar inchaço, principalmente nos membros inferiores, além de que as substâncias do cigarro também danificam as paredes das veias. Assim, o risco de desenvolver hipertensão, trombose e mais varizes se tornam maior. Ainda segundo o INCA, só de parar de fumar já alivia esses efeitos negativos no organismo. O risco de ter todas essas doenças causadas pelo tabaco diminuem gradativamente e o corpo se restabelece. Se parar de fumar agora após 20 minutos sua pressão sanguínea e pulsação voltam ao normal após 2 horas não tem mais nicotina no seu sangue após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar readquire a capacidade de identificar sabores após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora após 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou Hábitos saudáveis na luta contra o tabagismo Quanto maior o tempo que a pessoa fuma, mais difícil de largar o vicio, assim ter simples hábitos saudáveis podem ajudar no abandono do cigarro. Procurar um profissional para passar pela síndrome da abstinência também é essencial. Conheça alguns hábitos que podem ajudar na sua rotina.
Índices nacionais de pessoas com varizes
Segundo a SBACV, Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, índices nacionais mostram uma prevalência média de varizes em 38% na população geral brasileira, sendo encontrada em 30% dos homens e 45% das mulheres, levando em consideração todas as faixas etárias. Maiores fatores de risco segundo os índices nacionais: Quanto mais idoso maior a prevalência sendo que 70% das pessoas acima dos 70 anos podem ter varizes. Os maiores fatores de risco são predisposição familiar, sexo feminino (proporção de até 2,3 para 1 homem), idade (quanto mais idoso maior a prevalência), obesidade, número de gestações. Enquanto isso, as varizes que na maioria dos casos afetam as pernas, são apenas uma parte, uma etapa de uma doença muito mais complexa. Intitulada Insuficiência Venosa Crônica. Estudos ainda apontam que cerca de 20 a 33% das mulheres e de 10 a 20% dos homens vão apresentar algum grau da doença ao longo de sua vida. Por ser uma doença crônica e evolutiva, cerca de 3 a 11% das pessoas com varizes podem chegar a estágios mais avançados da doença. Onde ocorrem alterações irreversíveis na pele da região afetada. Essas alterações podem se dar desde um escurecimento, descamação e ressecamento da pele. Geralmente acompanhadas de piora dos sintomas como dor, queimação e inchaço. Podendo ocorrer a abertura de feridas nas pernas que podem demorar anos para cicatrizar. Por outro lado temos os pequenos vasos dérmicos chamados telangectasias (ou simplesmente vasinhos). Eles têm um apelo principalmente estético. Mas com o passar do tempo podem gerar alguns sintomas como dor e desconforto local. Possíveis complicações das varizes: Caso suas varizes estejam passando pra algum dos estágios abaixo, marque um consulta com o angiologista e conheça os tratamentos. Ulcerações Coágulos que podem levar a uma trombose venosa profunda e eventualmente embolia pulmonar e morte Sangramentos Pele seca, esticada, inchada e com coceira Pele fina frágil, que se machuca facilmente Mudanças na cor da pele ao redor dos tornozelos e pernas Infecções fúngicas e bacterianas, que podem surgir a partir de problemas de pele decorrentes do acúmulo de líquidos (edema) na perna Aumento do risco de infecção dos tecidos (celulite).
Varizes: entenda o que são

As varizes são veias danificadas, dilatadas e deformadas que aparecem ao longo das pernas e pés. O seu surgimento é provocado pelo aumento da pressão nas veias da parte inferior do nosso corpo. Embora seja mais frequente nas pernas, elas podem aparecer em qualquer parte do corpo. Geralmente apresentam-se na cor azulada ou arroxeada, tanto nas mulheres quanto nos homens. E, ocasionalmente podem provocar dores e inchaços. Quais são as causas? Seguindo um processo natural de envelhecimento as veias diminuem sua elasticidade, e as válvulas venosas começam a perder sua eficiência. Como resultado, o sangue tende a diminuir a circulação e até mesmo refluir dentro das veias provocando a sua dilatação. Além da predisposição genética alguns fatores podem contribuir para o aparecimento de varizes: Obesidade; Sedentarismo; Permanecer na mesma posição por várias horas consecutivas, seja em pé ou sentado; Idade superior a 40 anos; Mulheres que estejam passando pela menopausa; Mulheres que utilizam pílulas anticoncepcionais; Exposição exagerada ao sol; Mulheres grávidas. Quais são os sintomas mais comuns? De uma forma geral as varizes chegam devagar, e no início não provocam grandes sintomas. Mas, alguns podem ser observados: Sensação de queimação na parte inferior do corpo; Inchaço nos pés e tornozelos; Coceira nos locais onde os vasos estão dilatados; Sensação de fadiga e peso nas pernas; Formigamentos frequentes na parte inferior do corpo. As varizes também podem contribuir para o surgimento de flebite, por isso é importante observar os sintomas citados, e suas características. Como é realizado o diagnóstico? O diagnóstico pode ser realizado utilizando um Fleboscópio e também o Doopler colorido. Esses dois aparelhos conseguem detectar profundidade e calibre dos vasos doentes, auxiliando o médico na indicação do melhor tratamento. Função do Fleboscópio Possibilita a visualização dos vasos subcutâneos, facilitando a localização das microvarizes e varizes de difícil visualização. Função do Doppler colorido É a forma mais precisa de avaliar a circulação dos vasos sanguíneos e os fluxos de sangue em determinados órgãos ou regiões do corpo. O aparelho consegue identificar as veias superficiais e profundas avaliando insuficiência venosa ou arterial, também chamada de má circulação. Como é o tratamento das varizes? Em casos mais simples é possível melhorar a circulação sanguínea adotando hábitos de vida mais saudáveis, porém em casos mais complexos existem dois tipos de tratamento: Escleroterapia: aplicação de substâncias ou laser diretamente no local em que se encontra as varizes para remoção ou alívio dos sintomas; Intervenção cirúrgica: para casos em que o paciente sente muitas dores, coceiras, e inchaços que comprometem os movimentos dos seus membros inferiores. A indicação do procedimento mais adequado é realizada juntamente com o angiologista ou cirurgião vascular que irá analisar o caso do paciente, além do tamanho e sintomas associados. Com o tratamento adequado as varizes podem reduzir e até desaparecer. Mas, é importante destacar que caso o paciente não procure ajuda médica, elas podem provocar sérias complicações. Independente do tratamento que o paciente adotar, é recomendável caminhar diariamente para estimular a circulação de sangue e o aparecimento de novos vasos sanguíneos saudáveis. Quer saber mais sobre esse assunto? Deixe as suas dúvidas nos comentários!