Entenda o que são varizes pélvicas e como é o tratamento

No nosso corpo as veias têm como função levar o sangue que está sem oxigênio de volta para o coração e pulmão para que eles se oxigenem e continuem o fluxo de nutrição do corpo. Se as veias estiverem saudáveis não ocorrerá nenhum problema, mas alguns fatores podem atrapalhar esse processo.    As veias que estão saudáveis possuem pequenas válvulas que ajudam o sangue a retornar para o coração. Quando essas válvulas estão danificadas elas dificultam a circulação, e com mais sangue acumulado em suas finas paredes essas veias se dilatam e o sangue fica acumulado.    Geralmente essas veias aparecem nas pernas, mas podem aparecer em qualquer outra parte do corpo. As varizes pélvicas são veias dilatadas que surgem principalmente na mulher próximo ao útero, trompas e ovários. Nos homens essas varizes são mais comuns nos testículos, e geralmente são chamadas de varicocele.  Quais são os fatores de risco? Todos podem sofrer com as varizes pélvicas, mas normalmente as mulheres entre 30 e 50 anos que tiveram uma ou mais gestações estão mais propensas a sofrerem desse problema.    Isso acontece porque durante a gravidez as veias pélvicas se alargam e caso não retornem ao tamanho normal após o parto há grandes chances da mulher desenvolver as varizes pélvicas.   Pessoas com histórico familiar de varizes, ou mulheres com problemas hormonais e distúrbios menstruais também fazem parte dos fatores de risco e podem desenvolver mais facilmente as varizes pélvicas.  Quais são os sintomas das varizes pélvicas? Geralmente os sintomas apresentados são:   Dores pélvicas e no abdômen, com mais intensidade nos dias próximos a menstruação; Incontinência urinária; Inchaços; Dores durante o período menstrual; Dores durante as relações sexuais; Sensação de peso na região do baixo ventre; Sangramento intenso durante o período menstrual; Distúrbios hormonais e de fertilidade; Varizes visíveis na região da vagina, coxas ou bumbum.   Pode ocorrer melhora nos sintomas quando a mulher permanece sentada ou deitada. Pois, nessa posição o sangue tem mais facilidade de retornar para o coração. Mas, várias mulheres relatam uma dor que está sempre presente.    Como é feito o diagnóstico e o tratamento? Após o surgimento dos sintomas, o médico faz o diagnóstico das varizes pélvicas através de exames como o eco-doppler, tomografia abdominal ou pélvica e angioressonância. A flebografia também é um exame que pode ser necessário caso seja necessária intervenção cirúrgica.    Após a confirmação do diagnóstico, o tratamento tem como objetivo diminuir os sintomas como a dor na região pélvica, a dor durante as relações sexuais e a sensação de peso ou inchaço na região íntima do paciente.    Se os sintomas não apresentarem melhoras ou se ainda assim continuarem intensos, o médico vascular pode indicar a realização de uma embolização das veias. Esse procedimento consiste em inserir um cateter fino pela vai até o local da variz, liberando uma substância que diminui a variz e aumenta a força da parede da veia.   Não existe tratamento definitivo para as varizes. No entanto alguns hábitos e medicamentos podem ajudar a controlar os sintomas. Faça acompanhamento com um médico vascular e cuide da sua saúde. Agende uma consulta!

Trombose tem cura?

A trombose é caracterizada pela formação de coágulos de sangue no interior de veias e artérias. Esses coágulos impedem a circulação sanguínea, causando dor e inchaço na região atingida.  Geralmente a trombose ocorre após uma cirurgia, um corte ou a falta de movimento dos membros do corpo por muito tempo. Ela é mais frequente após procedimentos cirúrgicos ortopédicos, oncológicos e ginecológicos.    É um problema que afeta principalmente as mulheres, mas os homens também podem ter trombose, que pode ser classificada como superficial ou profunda, e em qualquer um dos casos o tratamento deve ser iniciado imediatamente.  Pois, o coágulo de sangue pode se desprender e se movimentar na corrente sanguínea causando um processo chamado embolia. A embolia pode ficar presa no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outras áreas do corpo levando a graves lesões.    A trombose tem cura e o tratamento possui um objetivo principal: impedir o crescimento e o deslocamento dos coágulos. O tratamento é orientado por um cirurgião vascular ou um médico cardiologista. E, em casos mais graves é recomendado intervenção cirúrgica.  Após iniciar o tratamento o paciente já sente sinais de melhora, diminuindo a vermelhidão e a dor na região atingida. Caso ocorra inchaço na região da perna ela pode demorar algumas semanas para reduzir.  Em casos de piora, ou seja, em que há o deslocamento do coágulo o paciente pode sentir dificuldade súbita para respirar, dor no peito, tonturas, desmaio ou tosse com sangue. Nesse caso é necessário procurar imediatamente ajuda médica.    A trombose possui várias causas e fatores de risco, porém a maior parte são evitáveis. Dentre as principais causas estão: uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal; tabagismo; obesidade; hereditariedade; presença de varizes; insuficiência cardíaca; gravidez, dentre outros.    A prevenção da trombose pode ser realizada com uma alimentação saudável, boa hidratação e a prática regular de exercícios físicos. Cuidar da saúde vascular também é essencial para reduzir e afastar a trombose. Faça check ups periódicos. Agende a sua consulta!

Varizes na gravidez: mantenha sua saúde vascular nesse período

riscos das varizes na gravidez

As varizes são veias dilatadas que surgem nas pernas e podem causar dores, incômodos, inchaços e complicações mais sérias como uma trombose, hemorragia e úlcera. Além das características típicas da gestação, nos últimos três meses de gravidez as mulheres tendem a apresentar algumas varizes nas pernas.   A principal preocupação da gestante deve ser com o sobrepeso. Quanto mais peso ela ganhar, mais irá sofrer com a sobrecarga e o inchaço nas pernas. Por isso é necessário manter uma rotina de alimentação saudável e exercícios físicos.   As grávidas apresentam mais varizes, pois além das alterações hormonais, há um aumento de sangue circulando pelo corpo, aumento da produção de estrogênio e progesterona, e um considerável aumento de peso fazendo com que as veias das pernas se dilatem gerando novas varizes ou aumentando aquelas que já existem.   O surgimento das varizes está diretamente ligado ao histórico familiar. Não existe remédio ou dieta específica que ajude na prevenção. Mas, com alguns cuidados é possível diminuir o desconforto que elas causam.   Evitar o ganho de peso em excesso, ingerir menos sal, fazer exercícios físicos e usar as meias de compressão podem ajudar na prevenção de varizes. A drenagem linfática também pode auxiliar na redução dos inchaços e melhorar o fluxo sanguíneo.   É importante destacar que você não deve comprar meias de compressão por conta própria. Consulte o seu médico vascular para verificar o modelo, tamanho e compressão mais indicado para o seu caso. Pois, se utilizadas da forma incorreta elas podem ser prejudiciais.   Os tratamentos como cirurgias e aplicações para varizes não podem ser feitos durante a gravidez. Mas, a boa notícia é que as varizes que são desenvolvidas nesse período tendem a diminuir em quantidade e até desaparecer de três meses há um ano após o nascimento do bebê.   É fortemente recomendado tratar as varizes antes de engravidar para se evitar todo o desconforto desta doença. Se você pensa em engravidar em breve, fique atenta para procurar seu médico vascular pelo menos seis meses antes para cuidar da sua circulação com toda a tranquilidade.   Se você já está grávida, fique ligada aos primeiros sinais e sintomas de varizes e faça acompanhamento com seu vascular junto com seu ginecologista/obstetra. Marque sua consulta.

Úlceras varicosas: conheça as causas e quais são cuidados

úlcera varicora

A úlcera varicosa, também conhecida como úlcera venosa é uma ferida que geralmente está localizada na parte de dentro da perna próximo ao tornozelo. Esse tipo de ferida é a complicação mais grave de quem apresenta a doença chamada Insuficiência Venosa Crônica que é um conjunto de alterações decorrentes de varizes não tratadas ou como sequela de uma trombose venosa (entupimento de uma veia interna).   A palavra “Crônica” já define que é necessário muito tempo para o problema se manifestar. Por exemplo, quem vai deixando as varizes permanecerem por muitos anos, vai aos poucos percebendo um escurecimento na pele, perda de pelos seguido por episódios de inflamação, às vezes coceira, dor e por um pequeno trauma ou mesmo espontaneamente, surge uma pequena feridinha que vai aumentando, aumentando e pronto! Aparece a úlcera.   Acontece que com o passar do tempo, o acúmulo de sangue sem oxigênio e cheio de resíduos parado nas veias começa a infiltrar os tecidos, gerando inflamação e necrose (morte dos tecidos). O sedentarismo, excesso de peso, hábito de fumar e falta de cuidados, são fatores que aceleram o aparecimento das úlceras venosas.   Além disso, é comum ocorrerem infecções que pioram muito a situação. Quais são os principais fatores de risco? A úlcera varicosa aparece em quem sofre de varizes por muitos anos e em pessoas que sofreram trombose venosa, pois o retorno venoso não acontece corretamente, o que leva a um acúmulo de sangue venoso, sem oxigênio e “sujo” nas pernas. Essa falta crônica de oxigênio e a presença de substâncias tóxicas, como radicais livres e fatores inflamatórios levam à necrose de tecidos com formação de úlcera de difícil cicatrização. É comum encontrar pessoas com úlceras há 10, 20 ou 30 anos.   A perna inchada com excesso de líquido dificulta a oxigenação da pele, tornando-a mais sensível e consequentemente menos resistente.   Os principais fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento da úlcera varicosa são:   Presença de varizes; Passado de trombose venosa Sedentarismo; Obesidade; Hábito de fumar Osteoartrite ou artrose dificultando atividades físicas Passado de erisipelas   Quais são os principais sintomas? No começo, geralmente aparece uma “coceira gostosa” que não alivia, e a “necessidade” de coçar traumatiza a pele que sem oxigênio não cicatriza facilmente gerando a úlcera. No início pode apresentar bordas irregulares e superficiais. Mas, de acordo com a evolução pode se tornar mais profunda e com bordas bem definidas.   Dentre os sintomas mais comuns estão a coceira, o inchaço, a queimação. A dor quando importante pode indicar que há infecção associada. A pele fica alterada em torno da ferida, podendo ficar mais seca e descamativa ou avermelhada e com erupções, além de vazamento de líquido acompanhado de mau cheiro, sendo um sinal forte de infecção. Como é feito o diagnóstico e o tratamento? O mais importante é o médico vascular avaliar a causa do problema. Pesquisar se tem varizes, se tem sinais de uma trombose antiga ou se tem uma outra doença associada.   As varizes costumam ser mais calibrosas, com defeito nas veias safenas e veias perfurantes.   A úlcera varicosa pode ser confundida com úlceras provocadas por outras doenças como erisipelas, vasculite, trombose arterial e diabetes. Por isso é fundamental que a avaliação seja completa e realizada por um especialista.   Exames de Ultrassom das veias e artérias com Doppler, exames de sangue e outros podem ser solicitados pelo profissional assistente.   Após essa análise o tratamento é iniciado com dois objetivos:   Eliminar a causa, ou seja, eliminar as veias que provocaram a ferida. Em nada adianta tratar da ferida sem tratar a causa. As veias doentes podem ser tratadas com Laser, Espuma densa guiada por ultrassom ou eventualmente uma cirurgia. Aliviar a dor, tratar infecções, e cuidar da ferida. Como se prevenir da úlcera varicosa? A melhor forma de se prevenir contra a formação de úlceras varicosas é não deixar as varizes sem tratamento. Quanto mais precoce o tratamento, menor o risco de se evoluir para uma úlcera.   Se a pessoa sofreu uma trombose, deve fazer um acompanhamento constante com seu médico vascular, usar meias e ficar atento ao surgimento de sintomas tipo dor ou coceira que fatalmente podem desencadear uma úlcera.   Hábitos de vida saudáveis como não fumar, combater a obesidade, manter controlados o  diabetes e  pressão alta, ter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos com regularidade são muito importantes   Recomendo evitar permanecer várias horas seguidas do dia em pé ou sentado. O hábito de elevar as pernas ajuda no alívio da pressão venosa. Uma sugestão bem legal é deitar-se com as pernas elevadas em nível mais alto que o coração no período das 11:00 às 12:00 e das 18:00 às 19:00. A utilização das meias de compressão também ajudam a manter a saúde vascular e a prevenir o surgimento da úlcera varicosa.   Faça sempre acompanhamento com um médico vascular para evitar o surgimento de úlceras varicosas.   Nossa missão é educar, cuidar e amparar as pessoas com problemas de circulação. Não deixe para depois o que você pode e deve cuidar hoje.

Os efeitos dos métodos contraceptivos no organismo

Os contraceptivos hormonais são altamente confiáveis na prevenção da gravidez, mas eles podem provocar alguns efeitos colaterais no nosso organismo. Saiba mais sobre alguns desses métodos e entenda quais são os efeitos causados.  Anel vaginal É um anel transparente e flexível que combina progesterona e estrogênio e depois de inserido na vagina vai liberando esses hormônios aos poucos evitando que os ovários liberem os óvulos.    É um método contraceptivo que pode causar corrimento, desconforto na vagina e até irritações. Em algumas mulheres provoca dores de cabeça e alterações de humor, além de alterações no peso.  Injetáveis Os injetáveis mensais levam estrogênio e progestagênio em sua composição, já os trimestrais possuem progesterona sintética que pode causar irregularidade no ciclo menstrual e inchaços. Ambos os métodos são injeções intramusculares que podem ser aplicadas tanto no braço quanto nas nádegas.   Por ser injetável seus efeitos colaterais são irreversíveis pelo período de um ou três meses. Pode provocar cefaléia e alterações de humor, assim como aumento de peso e incômodo abdominal. Os ciclos menstruais podem se tornar irregulares e mesmo sendo raro pode apresentar coágulos (trombose), ataque cardíaco e acidente vascular cerebral.  Adesivos Como o próprio nome já diz são adesivos colados na pele semanalmente durante 21 dias. Eles devem ser fixados perto do abdômen, coxa, nádegas ou costas e as doses de estrogênio e progestagênio são liberadas aos poucos. São eficazes e fáceis de usar, mas podem provocar um certo incômodo, pois ficam visíveis e podem se desprender do corpo.   Dentre os efeitos colaterais estão coceira e vermelhidão no local da aplicação, além de sangramentos vaginais, retenção de líquidos, aumento da pressão arterial, alterações de apetite e desequilíbrios hormonais.  DIU de cobre É um dispositivo em formato de T, colocado no útero por um médico e que pode durar de cinco a dez anos. O DIU de cobre libera íons de cobre que imobilizam o espermatozoide dificultando a sua mobilidade, e mesmo que ele consiga chegar até o óvulo o cobre impede a implantação do ovo fecundado na parede do útero.    Esse é um dos métodos contraceptivos que provoca poucos efeitos colaterais, mas é possível que algumas mulheres apresentem cólicas abdominais e sangramentos mais intensos durante o período menstrual. DIU hormonal É bastante semelhante e atua da mesma forma que um DIU de cobre, porém a sua estrutura conta com uma haste que contém progesterona. Esse hormônio é liberado em pequenas quantidades para impedir a gravidez.    Nos primeiros meses de uso o DIU hormonal pode haver redução ou ausência total do fluxo sanguíneo, em alguns casos podem aparecer os escapes que são pequenos sangramentos, além de espinhas, cefaleia, dores e tensões nas mamas e retenção de líquidos. Pílula É o método contraceptivo mais utilizado. Pode ter uma combinação de hormônios ou somente progestagênio, e é a única a passar pelo estômago e pelo fígado antes de ir para corrente sanguínea.    Todos os hormônios passam pelo fígado, mas no caso da pílula isso ocorre duas vezes e esse processo deve ser levado em consideração para as mulheres que sofrem de problemas gastrointestinais ou hepáticos.   Se já existe alguma predisposição para o surgimento de varizes ou para doenças como trombose, infarto, derrame ou embolia pulmonar, a pílula não é o método contraceptivo mais indicado, pois pode aumentar as chances de desenvolvimento dessas doenças.    Consulte sempre o seu médico ginecologista juntamente com um médico vascular para avaliar qual o método contraceptivo é mais adequado para a sua saúde e para a sua rotina. 

Angiologista: 8 sinais de que devo procurar um

O bom funcionamento de todo o corpo humano está relacionado ao sistema vascular. Os nutrientes e oxigênio são transportados para as células por meio dele. O médico angiologista é o especialista que se dedica ao tratamento de doenças que afetam os nossos vasos sanguíneos e linfáticos. Ele atua com a cirurgia vascular, que realiza o tratamento cirúrgico quando há uma doença. As principais doenças que esse especialista trata são as varizes, a aterosclerose, a vasculite, o aneurisma e o acidente vascular cerebral (AVC). As doenças vasculares são silenciosas e detectadas em estágio avançado na maioria das vezes, o que afeta negativamente o tratamento dos problemas. Mas como sei que devo me consultar com um angiologista? Alguns dos sintomas incluem: Veias azuladas ou arroxeadas; Dor intensa nas pernas, principalmente ao caminhar; Sensação de peso nas pernas; Cansaço; Inchaço nos tornozelos; Mudança na coloração da pele; Sensação de queimaduras ou formigamento; Câimbras. Esses sintomas podem se intensificar no final do dia, em dias de calor ou quando há distúrbios hormonais. Fatores de risco Com o crescimento da expectativa de vida da população, as doenças vasculares tendem a ficar cada vez mais frequentes. Atualmente, 70% da população com mais de 50 anos apresenta alguma doença venosa. Além disso, outros fatores são: Histórico familiar: o fator hereditário é muito forte, sendo comum entre membros da mesma família; Mais comum em mulheres, por questões hormonais; Ganho de peso; Sedentarismo; É importante consultar um angiologista para diagnosticar as doenças vasculares precocemente, para tratar as varizes e receber orientações corretas quanto aos cuidados necessários, prevenir o AVC, diminuir os casos de complicações vasculares em diabéticos, prevenir e controlar a trombose e doenças nas artérias, entre muitos outros. Tratamentos feitos pelo angiologista A boa notícia é que grande parte dos tratamentos que eram cirúrgicos, hoje podem substituídos por intervenções ambulatoriais. O tratamento de varizes, por exemplo, pode ser feito através de micro-cirurgia, sem cortes ou bisturi, com anestesia local e alta imediata. Sem necessidade de repouso ou afastamento do trabalho. Vamos prevenir as doenças vasculares? Agende uma consulta hoje mesmo!

Não sofra com as varizes no verão!

Varizes: fatores de risco, sintomas e tratamento

As varizes não ganham destaque apenas no verão. Mas, devido ao calor, a exposição de sol em excesso, a sauna e os banhos quentes as veias aumentam sua dilatação e dificultam o transporte de sangue pelo corpo.  Por isso as varizes têm muito mais chances de aparecer e se desenvolver no verão, principalmente nas mulheres. Com a dilatação das veias há um aumento da retenção de líquidos e um aumento da pressão arterial o que acaba provocando coceiras, inchaços, dores e ardências, além de claro, o desconforto estético. Para não sofrer com as varizes no verão e evitar qualquer tipo de chateação durante essa época do ano, confira algumas dicas importantes: Opte por usar roupas mais frescas; Aplique protetor solar com fator de proteção adequado; Sempre que possível refresque as pernas e os pés na água; Faça exercícios físicos para melhorar a circulação; Evite ficar longos períodos de exposição ao sol; Dê preferência a uma alimentação mais leve e fresca; Não depile com cera quente; Use as meias de compressão; Use salto com moderação; Ao final do dia coloque as pernas para o alto e fique um tempo de repouso. Não existem milagres, mas essas dicas podem te ajudar a não sofrer com as varizes no verão. Para quem já convive com as varizes, e já sentem dores e incômodo estético a recomendação é iniciar o tratamento antes da chegada do verão. Dessa forma os hematomas que podem surgir após os tratamentos desaparecerão aos poucos sem riscos de deixar manchas na pele.  Mas, é importante ressaltar que tanto os medicamentos quanto as cirurgias são casos que devem ser avaliados individualmente por um médico angiologista ou cirurgião vascular. Somente ele é capaz de indicar o tratamento correto evitando assim problemas mais sérios no futuro. Quer saber mais sobre o tratamento de varizes? Agende agora mesmo uma consulta!

Veja como prevenir varizes em pessoas jovens

As varizes são mais comuns em pessoas mais velhas devido aos acontecimentos naturais do próprio organismo. Mas, as varizes em pessoas jovens é um problema que vêm surgindo cada vez mais cedo.  Nas mulheres elas podem surgir devido à herança genética, ou pela combinação de outros fatores como o uso precoce de anticoncepcionais, por exemplo. Isso porque os anticoncepcionais contém hormônios como estrógeno e progesterona que são maléficos para o sistema venoso. Mas, para ambos os sexos além da oscilação hormonal fatores como sedentarismo e obesidade também influenciam e até favorecem os mais jovens a desenvolver esse tipo de problema.  O surgimento precoce das varizes em pessoas jovens também possui relação direta com a alimentação. Pois, nessa fase há um consumo excessivo de doces, refrigerantes e fast-foods que acabam prejudicando a circulação e consequentemente favorecendo o aparecimento das varizes. Sem os cuidados adequados as varizes também podem atingir níveis mais avançados e profundos, por isso é importante observar qualquer tipo de alteração que apareça nas pernas e que vierem acompanhadas dos sintomas como dor, sensação de peso ou cansaço nas pernas, além de queimação, inchaço e até manchas escuras ao redor do tornozelo.  Ao identificar esses sintomas o jovem deve procurar um médico angiologista para realizar uma avaliação e diagnosticar a presença de vasos doentes. Quando mais cedo isso acontecer, mais fácil e rápido será o tratamento. Alguns cuidados básicos podem evitar ou retardar o surgimento das varizes, como: Evitar o uso de roupas muito apertadas; Usar sapatos confortáveis; Evitar passar períodos muito longos na mesma posição; Fazer o repouso correto das pernas colocando-as para cima sempre que possível; Praticar exercícios físicos regulares em especial aqueles que ajudam a ativar a musculatura da panturrilha. As varizes em pessoas jovens dificilmente causarão problemas mais graves, mas essas complicações podem aparecer mais adiante, na fase adulta. Por isso, é melhor não correr riscos e buscar tratamento assim que observar os primeiros sinais.

O que é a escleroterapia?

Escleroterapia é uma técnica não cirúrgica indicada para o tratamento de varizes. É também conhecida como aplicação para varizes, pois na maioria das vezes o procedimento é feito a partir de uma injeção aplicada diretamente na variz que deve ser eliminada.  Existem três tipos principais de escleroterapia e as suas aplicações podem ser em formato líquido, espuma ou laser. Confira mais detalhes sobre cada uma delas: Escleroterapia com líquido Escleroterapia com líquido: a técnica é conhecida por ser aplicada via injeção de glicose diretamente na veia, fazendo com que desapareçam os vasinhos e as pequenas varizes. O líquido é aplicado diretamente na região afetada, e o resultado pode ser visto em algumas semanas. Escleroterapia a laser Escleroterapia a laser: é uma das técnicas mais utilizadas para diminuir ou eliminar aqueles vasinhos localizados no rosto principalmente no nariz e bochechas, no tronco e nas pernas. O tratamento com laser é um pouco mais caro em relação aos outros procedimentos, mas dependendo da região a ser tratada os resultados podem ser percebidos já nas primeiras sessões. Escleroterapia com espuma Escleroterapia com espuma: essa é a técnica mais utilizada para o tratamento das varizes mais grossas. Com a ajuda de um aparelho de ultrassom a veia a ser tratada é localizada e em seguida é feita a aplicação do medicamento em forma de espuma. Esses tratamentos abrangem todos os tipos de varizes, desde aqueles vasinhos mais fininhos, avermelhados, passando pelas veias azuis, até aquelas varizes mais grossas que podem causar a doença varicosa. Em algumas circunstâncias pode ser necessário a associação de mais de um método para que o paciente obtenha um resultado mais rápido e eficaz.   É importante ressaltar que a realização de qualquer um destes procedimentos devem ser indicados por um médico angiologista ou cirurgião vascular. Pois, apenas esses especialistas são capacitados para realizar uma avaliação médica e analisar quais são os riscos e benefícios de cada tratamento de acordo com a necessidade do paciente.

Refluxo na safena: O que é, sintomas e tratamentos

Certamente se você está lendo este blog é porque possui alguma dúvida sobre problemas que afetam a veia safena e a saúde vascular da suas pernas. Talvez você sinta ou conheça alguém que sinta dores nas pernas, sensação de peso, inchaço, coceira. Talvez você tenha observado que suas pernas ou de alguém que você conheça já apresentam microvarizes, vasinhos ou mesmo aquelas veias mais dilatadas, as varizes. Talvez você tenha casos de varizes na família, especialmente se você for mulher e sua mãe tenha varizes. Aí você procurou um médico vascular que te examinou e pediu um exame. Você fez o exame de Ultrassom Doppler Vascular e… Bingo! Deu que a veia safena apresenta refluxo. Está doente. E agora? A presença de uma doença na veia safena é motivo de alarme para muitos. É uma grande fonte de dúvidas para nossos seguidores e clientes e sempre gera uma série de questionamentos. Na sua cabeça surgem inúmeras questões: Será que vão tirar minha safena? Vou ter que operar? Como é que fica sem a safena? É uma veia do coração? Para entender melhor essa questão, continue lendo este texto. Afinal, o que é a Veia Safena? Deixe eu explicar um pouco sobre a anatomia das veias das pernas. As veias das pernas estão distribuídas em 3 sistemas: Sistema Venoso Superficial; Sistema Venoso Profundo; Sistema Venoso Comunicante; O sistema superficial compreende as veias que ficam entre a pele e a capa (aponeurose) dos músculos. O sistema profundo compreende as veias que ficam no interior dos músculos. O sistema comunicante compreende as veias que fazem comunicação entre as veias superficiais e as veias profundas. As veias safenas fazem parte do sistema superficial, ou seja, drenam o sangue entre a pele e os músculos. Elas levam esse fluxo para as veias profundas através de veias perfurantes (ficam no trajeto) e onde elas desembocam diretamente nas veias profundas. A veia safena magna é a mais longa e juntamente com as veias safenas acessórias, desembocam na virilha no local chamado de “junção safeno-femoral”. A veia safena parva (parva quer dizer curta em latim) fica na batata da perna e desemboca na veia profunda do joelho em local chamado de “junção safeno-poplítea”. Como as veias funcionam? O sistema venoso superficial retorna aproximadamente 5% do fluxo venoso e o sistema profundo retorna os 95% restantes. Você já deve ter percebido então que as veias profundas são as principais, certo? Outra coisa bem importante são os músculos das pernas. Eles atuam como uma bomba, especialmente nas panturrilhas (batatas das pernas) que bombeiam o sangue de baixo para cima, contra a gravidade. Falando em gravidade, dá para entender que o retorno venoso necessita de dois mecanismos para funcionar perfeito. De um lado temos os músculos que atuam como bomba. De outro temos as válvulas das veias, que deixam o fluxo subir, mas não o deixam voltar, ou seja, impedem o refluxo. Dá para entender que se os músculos são pouco ativados vai dar problema no retorno. De outro lado, se o sistema de válvulas falhar, também vai dar problema, o famoso refluxo. Veia Safena Magna, a mais famosa veia do Sistema Venoso Superficial Agora que você já sabe um pouco da anatomia e função venosa, quero falar com você sobre as veias safenas. Sim, existem várias veias safenas, isso também causa muita confusão.  As Veias Safenas são os troncos principais no sistema venoso superficial, que recebem o fluxo de veias menores, como se fossem um rio e seus afluentes. A maioria das pessoas já ouviu falar da veia safena, que ficou famosa desde o dia em que um médico percebeu que poderia tirar essa veia da perna e levá-la para fazer uma ponte no coração, quando a coronária do paciente estivesse entupida. Por essa causa, o substantivo “veia safena” virou verbo: “ele está safenado”. Entretanto, o que poucas pessoas sabem, é que existem várias safenas em cada perna. As principais Safenas são: a Veia Safena Magna e a Veia Safena Parva. Tem também as veias safenas acessórias, ajudantes da safena magna nas coxas. E qualquer uma delas pode ficar doente. Assim, como o próprio nome diz, a Veia Safena Magna é a mais extensa veia do sistema venoso superficial. Quando se fala em Safena, geralmente, é dela que estamos falando. Ela nasce lá no dedão do pé e sobe por dentro da perna e coxa e termina na virilha onde deságua na veia femoral. Nesse trajeto, a safena magna vai recebendo seus afluentes e vai aumentando de calibre. Ela comunica-se com veias profundas através de perfurantes e termina por desaguar na veia femoral ao nível da virilha, local chamado de “junção safeno-femoral”. Refluxo na Veia Safena: O que é? É perigoso? Como é feito o tratamento? Afinal, o que é o refluxo venoso? Já expliquei anteriormente que o fluxo normal das veias das pernas deve sempre ser em direção ao coração, ou seja, de baixo para cima, contra a gravidade. Se a veia sofrer uma dilatação ou se a válvula sofrer algum dano o sistema de válvulas entra em falha e o sangue desce para as pernas. Então fica claro aqui, que o problema das varizes está na degeneração da parede e na estrutura da veia e não no sangue. Esse sangue refluído fica “sobrando” nas pernas, aumenta a pressão dentro das veias e ajuda na dilatação e tortuosidade, formação de varizes e piora da doença. Provoca os sintomas de dor, sensação de peso, cansaço e inchaço. Nos casos mais crônicos pode evoluir para alterações de pele tipo o eczema (uma alergia que coça muito), o escurecimento (dermatite ocre), a inflamação (chamada de lipodermatoesclerose) e por fim o pior que é a úlcera varicosa. Essas varizes podem furar e sangrar bastante. Além disso, esse “sangue parado” pode coagular, dando uma flebite ou uma trombose. A presença de refluxo nas veias safenas é uma das situações mais comuns em quem apresenta varizes e isto gera muitas dúvidas e insegurança. Além do mais, algum grau de refluxo leve pode ser encontrado em quase

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